O segredo do Discover

O segredo do Discover

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Por que o Discover escolhe um artigo

O nome entrega o mecanismo. O Discover não é busca: ninguém digitou nada. Ele precisa apostar em conteúdo novo que já esteja dando sinal de que agrada. São duas condições ao mesmo tempo, e nenhuma delas sozinha resolve: ser recente e estar sendo bem recebido.

O sinal de “bem recebido” não sai do seu servidor. Sai do comportamento do leitor: quanto tempo ele fica, se volta, se compartilha, se interage. O Chrome é a fonte mais citada desse tipo de medição. Vale registrar com honestidade: o Google nunca publicou a lista exata dos sinais. O que existe é convergência de observação de quem acompanha o feed de perto, e é assim que isso deve ser tratado — prática de campo, não documentação.

Antes de qualquer coisa, o artigo passa por uma fila. Enquanto o Google não classificou o assunto e não identificou as entidades do texto, ele não tem onde encaixar aquilo no feed de ninguém. Só depois de classificado, e com alguma interação acumulada, o conteúdo vira candidato.

A armadilha da URL

O Discover soma audiência e desempenho por URL, não por artigo. Isso tem uma consequência prática que derruba campanha inteira: seusite.com/materia?utm=news e seusite.com/materia?utm=whats são dois endereços diferentes para ele. Você acha que está concentrando força num conteúdo e, na prática, está dividindo em três ou quatro.

A saída é passar o rastreamento depois do “#” em vez do “?”: seusite.com/materia#utm=news. O Analytics continua lendo normalmente e o Discover continua enxergando uma URL só. A regra prática cabe numa frase: todo tráfego que você empurra tem que cair no mesmo endereço, sem “?”.

Resumindo: artigo novo, que puxa audiência logo depois de publicado, com sinal de que o leitor gostou, e tudo isso concentrado numa URL única.